A Voz da Nossa História

Maria Abadia Pavan, responsável pela venda de livros em eventos, conta como se dá o contato com o público

Em 26/06/2017 17:11
Atualizado em 27/06/2017 15:45

Notícia por ABEU

A Voz da Nossa História

Uma das razões de ser da ABEU é garantir que as variadas publicações das editoras universitárias espalhadas por todo o Brasil cheguem ao público leitor. Para tal, temos o PIDL (Plano Interuniversitário de Distribuição do Livro) e, claro, as participações em feiras, encontros, bienais e toda forma de evento que viabilize a exposição da produção intelectual dessas editoras. E para assegurar que essas obras sejam comercializadas, para que o evento receba todos os títulos enviados por cada uma das editoras, a ABEU conta com a eficiência de Maria Abadia de Souza Pavan Leite, responsável pela distribuição e venda dos livros nos eventos com participação de editoras associadas.

Nesta semana, ela é nossa entrevistada na coluna A Voz da Nossa História, e contará um pouco sobre como assumiu este desafio de reunir, nos eventos que ocorrem por todo o país, as publicações das nossas filiadas. Em nossa conversa, Abadia fala sobre como iniciou este trabalho e conta sobre como se dá o contato com o público que busca comprar livros das editoras nos eventos. Abaixo você confere a entrevista completa.

1) Primeiramente, explique um pouco sobre como você iniciou sua trajetória profissional no âmbito da editoração universitária.

Em janeiro de  2001 entrei numa editora acadêmica, ligada à Filosofia da USP, chamada Discurso Editorial, que produzia então o Jornal de Resenhas, encartado a cada mês no jornal Folha de S. Paulo.  E como minha formação acadêmica eu fiz também na Filosofia da USP, poder fazer as publicações na área eram um importante adicional no conhecimento filosófico. E na primeira oportunidade nos associamos à ABEU. Começou aí a minha trajetória profissional.  Por esta editora cheguei a ser Diretora da Região Sudeste da ABEU, na gestão da Presidenta Flávia Goulart Garcia Rosa [biênio de 203-2005] e aí o encanto com a editoração universitária só cresceu.  Pra mim, hoje, é uma honra fazer parte deste universo das Editoras Universitárias e, juntamente com uma equipe qualificadíssima, fazer as bienais e os eventos acadêmicos. 

2) Após começar a atuar junto à ABEU, quais avanços e evoluções você percebeu, ao longo desses anos, em relação aos livros produzidos pelas editoras universitárias?

As editoras universitárias produzem materiais teóricos formidáveis e, com o passar dos anos, têm também aprimorado sua apresentação editorial. O cuidado crescente em fazer boas diagramações, capas interessantes, colabora com a entrada das editoras universitárias no grande mercado editorial brasileiro, algo crucial para a divulgação das pesquisas e estudos tão relevantes, desenvolvidos pelas universidades públicas.

3) Você representa a ABEU comercializando livros em diversos eventos, sejam científicos, acadêmicos ou voltados para o grande público, como as Bienais do Rio e de São Paulo. Como é a recepção dos leitores em relação aos livros universitários? Você percebe, hoje, uma valorização, um prestígio maior dessas publicações?

A ABEU é muito procurada nos eventos voltados para o grande público, tais como as Bienais. E o interessante é que as pessoas procuram as editoras universitárias como procurariam informações diretamente dos pesquisadores professores universitários: atendemos curiosos sobre alguns assuntos, pessoas que estão com pesquisas em andamento, outras que desejam verificar as diretrizes das pesquisas acadêmicas. Todas têm em comum alta credibilidade pelo material das editoras universitárias. O prestígio da produção acadêmica publicada independe inclusive dos maus-tratos que as universidades públicas têm sofrido com o gradual sucateamento neoliberal. E o cuidado editorial tem ajudado muito na maior veiculação dessa produção.

E acontece também de atendermos pessoas que não sabiam da existência da ABEU, que geralmente ficam muito felizes por conhecer, pedindo informações, endereços de sites, contatos.

4) Por fim, o que você espera para o futuro da ABEU?

Espero que a ABEU se consolide cada vez mais como associação capaz de articular o material produzido pelas editoras acadêmicas, que, sem o amparo dessa entidade, tornam-se pontos isolados. O risco do isolamento é o prejuízo causado à divulgação do conhecimento e, sobretudo, ao diálogo que essa divulgação gera, necessariamente. A produção das universidades, uma vez publicada em livros, pode ser veiculada e chegar a outros pesquisadores, criando de fato linhas de pesquisas e de diálogo intelectual que extravasam os pequenos núcleos acadêmicos. 

Participando cada vez mais de eventos voltados para o grande público, distribuindo, como fazemos nas Bienais, catálogos e revistas, para divulgar também a associação em si, a ABEU fortalece todas as editoras universitárias, unindo os pontos isolados em uma grande constelação, acessível a todas as pessoas. 

Espero que, por isso, a associação seja cada vez mais ativa, participando também de eventos nas próprias universidades, divulgando virtualmente seu trabalho e o das editoras que a compõem.


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