A Voz da Nossa História

Murillo Almeida Cerqueira Campos, gestor comercial da UEFS Editora, fala sobre a atual demanda dos leitores por livros universitários

Cadastrado em 21/08/2017 14:06
Atualizado em 21/08/2017 18:54

Notícia por ABEU

A Voz da Nossa História

Desde o início deste ano começamos a usar a coluna A Voz da Nossa História para entrevistar personalidades que construíram a trajetória da nossa Associação nestes 30 anos. Agora, chegamos a um ponto no qual começamos a avaliar os percursos mais recentes da ABEU, com um olhar para o futuro. Por isso, conversamos com alguns profissionais que há não muito tempo começaram a dar suas contribuições às editoras universitárias.

Essa semana entrevistamos Murillo Almeida Cerqueira Campos, que integra o Grupo de Trabalho responsável pelo Programa Interuniversitário de Distribuição do Livro (PIDL). É com a sua ajuda que as associadas da ABEU são capazes de levar seus títulos para todo o país, contribuindo para a distribuição e divulgação dessas obras. Graduado em Administração pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Murillo ocupa desde janeiro de 2012 o cargo de gestor comercial da UEFS Editora, além de também atuar como Coordenador da Livraria da UEFS. Em nossa conversa, ele fala sobre as demandas atuais dos leitores por livros universitários, comenta a respeito dos entraves que ainda existem para uma efetiva divulgação do que é produzido pelas editoras e mostra sua perspectiva sobre a relevância da ABEU para o mercado editorial.

1) Murillo, você é um integrante relativamente recente do Grupo de Trabalho responsável pelo Programa Interuniversitário de Distribuição do Livro (PIDL). Poderia nos dar suas impressões sobre as ações da ABEU para integração das editoras universitárias e difusão dos seus acervos, com o olhar de alguém que até pouco tempo ainda não estava inserido neste meio? O que você conhecia do trabalho da Associação até então?

A ABEU é a agregadora. É o ponto de união na maioria dos temas entre as editoras universitárias e desta forma não fica fora dos processos comerciais entre seus associados. Tenho cinco anos na UEFS Editora e desde o início do trabalho na parte comercial da editora identificamos a ABEU como fonte de orientação para a formatação dos nossos procedimentos comercias através das políticas e ideias praticadas pelo PIDL. Desde o primeiro contato, percebemos o importante papel da Associação nas relações editoriais e comercias dos seus entes. Podemos citar a possibilidade de participação de feiras e bienais nacionais e internacionais através de estandes coletivos com orientações do PIDL, além dos encontros técnicos administrativos promovidos pela ABEU.

2) Como estão, hoje, as relações comerciais das editoras universitárias? É possível garantir uma distribuição nacional, ou muitas ainda dependem de eventos e feiras para difundir e comercializar suas publicações?

 As editoras universitárias, em sua grande maioria, sempre tiveram uma grande dificuldade na sua legitimidade jurídica, que lhe fornece condições para a comercialização de suas publicações de forma satisfatória. Com a realização das reuniões anuais e regionais, a ABEU proporcionou um maior contato entre os representantes das editoras, gerando um intercambio de ideias e a formalização de novas parcerias editoriais e principalmente comerciais. Isso afinou modelos comerciais e aumentou a visibilidade das publicações. Há um grande caminho ainda a ser percorrido neste mundo comercial das editoras universitárias, mas os passos estão sendo dados de forma contínua. Hoje há uma busca por uma distribuição nacional plena das publicações, os grandes entraves são as questões fiscais (CNPJ próprio, nota fiscal, meios de pagamento...). A UEFS Editora está finalizando o processo de implantação do CNPJ próprio e filial ao da universidade, bem como a implantação de meio de pagamento eletrônico e da emissão de nota e cupom fiscal. É um caminho complexo, mas que precisará ser percorrido pelas editoras que querem marcar território no mercado editorial.

3) Você tem percebido uma evolução na demanda pelo livro universitário, mesmo que estas publicações atendam um nicho do mercado, mais voltado para pesquisadores e para a própria comunidade das universidades brasileiras? 

A percepção nossa e de uma boa parte dos colegas de outras editoras universitárias é de um aumento significativo na demanda das publicações. A realização de um trabalho eficiente de distribuição por parte das editoras e o oferecimento dos títulos em múltiplas plataformas de aquisição proporcionaram uma maior visibilidade aos livros e, por consequência, uma maior procura por estes. Uma outra questão importante foi o ganho de valor cultural e histórico do livro universitário. Hoje encontramos publicações extremamente relevantes para as regiões e microrregiões onde estão inseridas as universidades e suas editoras isso proporcionou o ganho de uma clientela não universitária, coisa que era muito raro até um tempo atrás.

4) Por fim, o que você espera para o futuro da ABEU?

Que a ABEU continue agregando os seus associados da forma satisfatória como tem feito, que continue neste processo de fortalecimento da sua marca no cenário do livro universitário nacional e internacional e que amplie o desenvolvimento de suas políticas de apoio e orientação aos seus associados, que proporcionará uma unidade e um maior amadurecimento das relações entre as editoras universitárias.


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