ABEU divulga mais completa pesquisa realizada com editoras universitárias

Levantamento revela cenário do livro universitário no país

Cadastrado em 04/09/2018 11:48
Atualizado em 25/09/2018 10:46

Notícia por ABEU

ABEU divulga mais completa pesquisa realizada com editoras universitárias

A Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU) realizou o seu mais completo estudo sobre o cenário atual das editoras universitárias do país. Agora, em agosto, o levantamento foi finalmente divulgado. Das 123 associadas à instituição, 85 editoras participaram da pesquisa, índice que representa cerca de 70% de adesão. O estudo tem por objetivo ser um retrato da edição universitária no país, imprimindo, inclusive, um cenário para planejamento de novas frentes.

Em diversas questões, a análise dos resultados estabeleceu um estudo comparativo com a última pesquisa, realizada em 2015 pela ABEU. Estruturada com perguntas do tipo múltipla-escolha, as editoras universitárias tiveram 21 dias para responder ao questionário: a pesquisa esteve aberta à participação do dia 21 de maio a 11 de junho deste ano.

Distribuição regional das editoras e natureza institucional
A Região Sul foi a campeã de adesões à pesquisa (29 editoras), seguida da Sudeste (23), Nordeste (20), Centro-Oeste (09) e Norte (04). Das 85, a maioria das editoras são vinculadas a universidades federais (32). Em seguida, vêm aquelas oriundas de universidades privadas (23), estaduais (22), institutos federais (05) e fundações (03).

Catálogo e tiragem
44.319 é o número de títulos no catálogo geral das editoras participantes da pesquisa, dos quais pouco menos que a metade (22.123) integra o catálogo ativo. Foram 1.971 títulos de primeira edição publicados e impressos em 2017, e 1.233 em formato digital, o que já demonstra uma forte adesão às novas plataformas de leitura por parte dessas editoras.

Enquanto em 2015 a porcentagem das editoras que publicaram uma tiragem entre 500 e 1.000 exemplares (48,8%) apresentava uma ligeira discrepância das que publicaram menos de 500 (47,6%), em 2017 a lacuna aumentou significativamente: 28,2% das editoras imprimiram entre 500 e 1.000 exemplares e 63,5% menos de 500 exemplares.

Foi observado também que o volume de publicações no catálogo geral das editoras, por grande área ( de acordo com a Capes), indica maiores publicações em Ciências Humanas, em segundo lugar Linguística, Letras e Artes e em terceiro lugar Ciências Sociais Aplicadas.

Editoras universitárias no meio digital
As editoras cada vez mais estão investindo no livro digital. Se em 2015 apenas 39,3% das editoras adotavam uma política para o livro digital, hoje, este índice saltou para mais da metade: 52,9%, isso sem contar os arquivos em PDF.

Outro fato de relevante destaque é o aumento percentual no que se refere ao investimento em acesso aberto pelas editoras universitárias. Em 2015, apenas 35,7% delas tinham uma política sobre o assunto e, agora, em 2018, este índice é de 61,2%.

Parcerias: coedições e traduções
A maiorias das editoras tem investido em programas de capacitação dos funcionários ou algum incentivo neste sentido. Aquelas que não possuem programas próprios buscam apoio por meio de algumas parcerias. Assim, observou-se que quanto ao promotor desses cursos de formação, 38,64% indicaram que buscam a ABEU, e 34% tem escolhido a UNIL (Universidade do Livro, da Editora Unesp).

As parcerias em coedição, com editoras nacionais, sofreram um aumento de 2015 para 2018. Na primeira pesquisa, 86,9% das editoras não fazia coedições; já em 2018, 62% admitem não fazer parceria para coedição. Quanto às coedições com editoras estrangeiras, um percentual muito alto (74%) não realiza coedições, o que demonstra que a maioria das editoras universitárias brasileiras ainda não investe de forma significativa no mercado internacional. Esse dado se relaciona com o envolvimento em traduções, pois 51,76% das editoras afirmam não realizar traduções.

Confira abaixo a pesquisa na íntegra.




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