Antropóloga investiga a atuação da Guarda Civil no trânsito da cidade de São Gonçalo

Em 19/07/2018 16:59
Atualizado em 23/07/2018 11:13

Entrevista por ABEU

Antropóloga investiga a atuação da Guarda Civil no trânsito da cidade de São Gonçalo

Segunda maior cidade do estado do Rio de Janeiro, São Gonçalo é frequentemente associada ao trânsito caótico e desorganizado. Entretanto, por trás dessa imagem, existem facetas que podem passar despercebidas na rotina do tráfego. Uma delas é a atuação da Guarda Civil, que tem como um de seus propósitos a administração de conflitos, como a antropóloga Talitha Rocha demonstra no livro “Quem dirige em São Gonçalo, dirige em qualquer lugar”.

Resultado da dissertação de mestrado da autora, o lançamento da Eduff é uma etnografia das práticas e representações da Guarda Civil feita após uma imersão no local e no tema durante um ano, aproximadamente. O trabalho é uma contribuição às reflexões sobre estereótipos repercutidos sobre a cidade, seus quase um milhão de moradores e, principalmente, seu trânsito.

No estudo, Rocha analisa como os agentes de leis se comportam, além de identificar formas de sociabilidade, modos de apropriação do espaço público e, principalmente, como a construção do “bom senso” – valores que não estão necessariamente na lei – podem orientar a atuação dos guardas.

A obra é uma contribuição para os estudos de segurança pública, para melhor compreensão do processo de tomada de decisão das organizações legais do país e para a ampliação do conhecimento sobre guardas municipais tanto no caso específico de São Gonçalo como em outras cidades do Brasil.

O livro será lançado no dia 27 de julho, às 18h, na Livraria Travessa do CCBB, no centro do Rio.


Tags da postagem

Trânsito Rio de Janeiro polícia antropologia Conhecimento da Humanidade Comportamento Social Nível de Informação Nível de Comunicação são gonçaço guarda municipal