Conversa com a nova diretoria da ABEU - Aníbal Bragança

Conversa com a nova diretoria da ABEU - Aníbal Bragança

Em 29/06/2015 00:00

Notícia por ABEU

Conversa com a nova diretoria da ABEU - Aníbal Bragança

Hoje trazemos para o ABEU em Rede as palavras de Aníbal Bragança, atual Diretor-Secretário da ABEU, que permanecerá no cargo até 2017. O professor Aníbal já concedeu uma entrevista para o nosso informativo, após assumir como Diretor da Editora da UFF. Agora, no entanto, ele comenta um pouco do seu trabalho ao lado da nova diretoria da Associação Brasileira das Editoras Universitárias. Ele, que é docente aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF), onde atuou de 1985 a 2014, possui graduação de Bacharel em História pela Universidade Federal Fluminense (1975), mestrado em Ciências da Comunicação (Jornalismo e Editoração) pela USP - Universidade de São Paulo (1995) e doutorado em Ciências da Comunicação também pela Universidade de São Paulo (2001).

1. Prof. Aníbal, sua trajetória profissional e acadêmica sempre este relacionada aos livros e ao mercado editorial. Em 2015 isto culmina em sua posse como Diretor da Eduff - Editora da UFF e como Diretor-Secretário da ABEU. Quais seriam as interseções e diferenças entre esses dois cargos?

Recebi o convite para integrar a chapa da nova diretoria da ABEU com muita surpresa e satisfação. Trabalhar de forma coletiva para o crescimento das editoras universitárias, fortalecendo sua associação de classe é um novo desafio com características bem diferentes do desafio de dirigir a Eduff, embora um não se possa dissociar do outro. Na diretoria da ABEU faço um trabalho colegiado em que tenho responsabilidades, como diretor-secretário, que são definidas em estatuto, cabendo a nosso presidente a responsabilidade maior na direção da entidade. De todo modo, formamos um coletivo afinado cujos objetivos são compartilhados e assumidos por todos. Dirigir a Eduff é uma responsabilidade que cai mais em meus ombros, apesar de poder compartilhar com o conselho editorial e mesmo com a alta direção da Universidade Federal Fluminense as decisões mais importantes, como a obtenção de recursos, a definição de sua política editorial e a realização dos programas editoriais. É também um trabalho coletivo que compartilho com minha equipe e os servidores da editora. Na verdade, ninguém faz nada sozinho.

2. Para você, quais seriam as principais obrigações da ABEU para com as editoras universitárias?

Zelar e defender os interesses do segmento universitário das editoras brasileiras junto a outras entidades, ao estado e mesmo nas suas relações com o mercado. Além disso, lhe cabe contribuir para o crescimento do setor. Há características muito peculiares nas editoras universitárias, especialmente as que pertencem a universidades públicas, que muitas vezes colocam dificuldades para seu desenvolvimento, quer de ordem administrativa, fiscal e mesmo comercial. A profissionalização e a autonomia da gestão, a capacidade de emitir notas fiscais, melhorar a distribuição e comercialização de seus livros, são alguns dos desafios a vencer em grande parte das editoras universitárias. A ABEU poderá estimular, de diferentes formas, o compartilhamento das experiências bem sucedidas entre o seu corpo social. Mais especificamente, cabe-lhe voltar a discutir os problemas do PIDL e, talvez, reinventá-lo, contribuindo para que os nossos livros possam circular e ser comprados nos diferentes campi de todo o Brasil, cumprindo seu papel de germinadores de conhecimento e de formação acadêmica.

3. O que as associadas podem esperar desta gestão para 2015-2017?

Esta diretoria é de certa forma comprometida com a continuidade da gestão anterior e das que a antecederam. Os desafios para o livro, impresso e digital, tendem a se tornar maiores e mais difíceis de vencer. Assim, é necessário que esta gestão seja conservadora e, ao mesmo tempo, inovadora. Neste aspecto, ser ainda mais ativa e combativa na defesa da leitura e do livro universitário, impresso e digital, como ferramenta indispensável na formação profissional e intelectual das futuras gerações me parece ser um bom desafio.


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