Conversa com a nova diretoria da ABEU - Antonio Faustino

Conversa com a nova diretoria da ABEU - Antonio Faustino

Em 29/06/2015 00:00

Notícia por ABEU

Conversa com a nova diretoria da ABEU - Antonio Faustino

"Desta vez, o ABEU em Rede traz mais uma conversa com um dos integrantes da nova diretoria da Associação Brasileira das Editoras Universitárias. Hoje a entrevista é com Antonio Roberto Faustino da Costa, nosso Diretor de Difusão Editorial. Antonio Faustino é hoje Diretor da Editora da Universidade Estadual da Paraíba, sendo doutor em Educação, mestre em Biblioteconomia e bacharel em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Em nosso bate-papo, ele fala um pouco sobre as perspectivas para a ampliação da divulgação das obras das editoras em todo o território nacional e no exterior.

1. Prof. Antonio Roberto, como Diretor de Difusão Editorial, o senhor acredita que ainda há espaço na ABEU para novas associadas?Como o senhor acredita que a Associação se fortaleceria com a chegada de outras editoras universitárias para ampliar a divulgação da produção acadêmica e científica brasileira?

Considerando que o próprio Estatuto dispõe que ""a ABEU organizar-se-á em tantas unidades quantas forem necessárias"" e que cabe à Instituição ""fomentar o intercâmbio entre os associados e entidades congêneres do país e do exterior"", convém salientar que faz parte da história da ABEU ampliar seu escopo de editoras associadas.
Acreditamos, aliás, que o fortalecimento das atuais e incorporação de novas editoras deverão ser tratados não apenas como estratégia conjuntural, mas como política permanente e sistemática, fundamental à consolidação e maior legitimação da importância de nossa Associação nos cenários nacional e global.
Na verdade será obrigação da nossa parte alcançarmos nessa nova fase tanto novas editoras das faculdades e universidades privadas, confessionais e comunitárias, como também as editoras implantadas na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica que, juntas, já poderiam permitir à ABEU atingir a marca de 200 associadas. Sobretudo movidos pela preocupação de contemplarmos esferas do conhecimento técnico-científica pouco atendidas por nossa tradicional produção acadêmica.


2. A ABEU já conta com 118 associadas, com editoras parceiras localizadas em todos os estados da Federação. Ainda assim, nem sempre uma obra de uma editora localizada, digamos, no Amazonas pode chegar ao leitor que reside no Rio Grande do Sul. Além das ações já praticadas pela ABEU para difusão dos livros por todo o
Brasil, além das feiras, bienais e demais eventos, o que o senhor acha que pode contribuir para ampliar a circulação das publicações das editoras?


Em tempos de crise e, mais ainda, de globalização dos mercados e renovação tecnológica acelerada, certamente, precisamos inovar, a começar pela lógica de produção. O que inclui, caso se apresente mais viável, capacitarmo-nos a aumentar substancialmente a produção de ebooks, em distintos idiomas e para atender a diferentes portadores de necessidades especiais.
Seguindo os jornais, revistas e editoras comerciais, urge também capitalizarmos nossa rede de associados no sentido de produzirmos publicações de forma racional e descentralizada, firmando parcerias (mediadas pela ABEU, quando necessário) entre Amazonas e Rio Grande do Sul, Paraíba e Mato Grosso etc., capazes de viabilizar novas publicações, desde a editoração e produção à negociação em feiras como Frankfurt e comercialização em magazines virtuais como Amazon.
Até para garantirmos melhores condições de colocar cada uma de nossas editoras no mercado necessitamos avançar na direção de projetos em coedição, coleções, selos, traduções compartilhadas entre as associadas, em que as capacidades individuais se somam em razão de um padrão de qualidade e competitividade coletivo e equitativo.

3. E em relação à difusão para outros países? Como a ABEU pode garantir que até as editoras menores alcancem uma projeção internacional?

Graças a fatores como idioma e investimentos financeiros, sem dúvida, a projeção internacional de nossas editoras universitárias em geral constitui um grande desafio. Inegável que já avançamos consideravelmente, quando levamos em conta nossa participação crescente em redes como SciELO Livros, Amazon, Kobo, Feira de Frankfurt, Guadalajara e correlatos.
De todo modo, cabe à ABEU não somente prospectar mas capacitar estrategicamente, sobretudo, as editoras de médio e pequeno porte, a vender seus livros no mercado internacional, quem sabe, criando e adicionando um selo de qualidade às publicações com tal vocação. O Prêmio ABEU pode representar uma referência importante nesse sentido, assim como o Jabuti.
Outra iniciativa, também, importante é incrementar nossa participação e gestão junto a associações do Mercosul, América Latina e Caribe, África e Ásia, envolvendo assuntos desde direitos autorais e tributos até coedição e comercialização. Precisamos ser proativos em relação a países comidentidades culturais comuns emercados internos crescentes, como os Brics, a partir de uma agenda mais favorável às produções editoriais, tanto nacionais como regionais.
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