Catálogo Universitário

Para aprendermos com o desastre do Museu Nacional, livros sobre a preservação da memória

Cadastrado em 17/09/2018 09:57

Reportagem por ABEU

Catálogo Universitário

Na noite do dia 02 de setembro de 2018, o maior acervo de artefatos artísticos, historiográficos e científicos do país virou cinzas juntamente com o Museu Nacional. Desde então, a sanha por apontar culpados pelo descaso movimentou os debates, como se descobrir que houve um verdadeiro vilão pudesse trazer de volta o que foi perdido. No entanto, talvez a melhor forma de evitar mais desrespeitos com a nossa história seja adquirindo mais conhecimentos sobre a gestão de museus e da preservação da memória brasileira. Por isso, a coluna Catálogo Universitário desse mês trouxe como sugestão de leitura livros que se aprofundam sobre a museologia no país.

Então, primeiro, trazemos “A arquitetura de museus e outros espaços expositivos: reflexões sobre alguns conceitos, ideias e propostas contemporâneas”, publicado pela EDUFES. Este livro é produto de algumas reflexões sobre a arquitetura de museus e outros espaços expositivos, que surgiram da análise de vários projetos representativos criados nas últimas décadas por alguns arquitetos contemporâneos, reconhecidos pelo segmento da crítica especializada por suas relevantes explorações teórico-conceituais, pela introdução de avançados métodos ou procedimentos projetuais e, acima de tudo, pelo caráter atual e original de suas propostas que, em suas diferentes características e qualidades, oferecem elementos de referência muito coerentes e instigantes para o tema.

"Arquivos, bibliotecas e museus: realidades de Portugal e Brasil", da Edufba, está dividido em duas partes. A primeira é composta por textos das conferências do Encontro de arquivos, bibliotecas e museus à luz da era pós-custodial. A segunda parte apresenta contribuições de discentes e docentes do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFBA em textos relacionados com a temática do Encontro ABM 2011, que comparou os aspectos que diferenciam os tratos dados pelo Brasil e por Portugal à preservação da memória e do conhecimento em bibliotecas e museus.

Por fim, temos "Há uma gota de sangue em cada museu", publicado pela Argos Editora da Unochapecó. O jovem Mário de Andrade, durante a Primeira Guerra Mundial, afirmava em seu primeiro livro: “Há uma gota de sangue em cada poema”. Parafraseando o poeta e com base em suas reflexões e práticas, o autor sustenta que há uma gota de sangue em cada museu, como arena, espaço de conflito, campo de tensão, de tradição e de contradição.

 


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