Catálogo Universitário

O que o Carnaval pode ensinar sobre nossa política, história e costumes?

Cadastrado em 17/02/2019 23:24

Opinião por ABEU

Catálogo Universitário

Já tratamos deste tema em outra oportunidade nesta coluna. Mas o Carnaval, no Brasil, é tão popular e suscita tantos debates que resolvemos indicar mais livros sobre o assunto aqui no Catálogo Universitário. A partir desta festa popular é possível compreender a política, a história e os costumes do brasileiro.

Em “Carnaval em branco e negro”, publicado pela Editora da Unicamp, o leitor é conduzido a, pelo menos, duas direções. A primeira condensa o panorama específico do Carnaval paulistano entre 1914 e 1988. Trata-se de um estudo denso, rico em detalhes, no qual a vida dos bairros da cidade se revela através da folia. O álbum de fotos, acompanhando o livro, imerge-nos nas imagens amareladas pelo tempo e recuperadas pelas técnicas de edição eletrônica: as fantasias singelas dos blocos de negros, suas modestas moradias enquadrando os conjuntos musicais, o pequeno fausto dos automóveis, as mulheres bem vestidas, indicando já um certo enriquecimento de uma camada de imigrantes europeus.

“O negro e a construção do Carnaval no Nordeste”, da Edufal, faz uma observação sobre o Carnaval, permitindo identificar, além da festa percebida pelo olhar comum, a disponibilidade de uma análise a partir da estética, da sociologia, da antropologia e da história. Permite uma reflexão sobre diversas vertentes relacionadas ao tema como, por exemplo: o que está oculto pelas máscaras carnavalescas, o que está isolado pelos cordões de hoje e o que os separa dos de outrora.

Por fim, “Os cronistas de Momo: imprensa e Carnaval na Primeira República”, editado pela Editora UFRJ, trata dos começos da nossa crônica carnavalesca, mostrando-nos em que circunstâncias históricas nasceu o jornalismo carnavalesco. Um dos méritos do livro é a simpatia, na acepção filosófica do termo, do autor não só com os foliões anônimos, mas também com os jornalistas ambíguos, “servidores de dois amos”, os quais disciplinavam e aparavam as arestas do extravasamento momesco, ao mesmo tempo em que davam voz a uma espécie de “cidadania foliã”.

 

 


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