A Voz do Autor

Entrevista com Fernando Capovilla, coordenador do "Dicionário de Língua de Sinais Brasileira", ganhador do Prêmio ABEU 2018 na categoria "Ciências Humanas"

Cadastrado em 27/01/2019 22:20
Atualizado em 31/01/2019 14:56

Entrevista por ABEU

A Voz do Autor

Um esforço científico sem precedentes, resultado de uma pesquisa que durou 25 anos. Este é o Dicionário da Língua de Sinais Brasileira: A Libras em suas mãos, publicado pela Edusp, ganhador do Prêmio ABEU 2018 na categoria “Ciências Humanas” e objeto de nossa entrevista da semana na coluna A Voz do Autor. A obra conta com 3 volumes e reúne 14.500 sinais. Para entender todos os esforços por trás dessa obra, conversamos com o professor Fernando César Capovilla, um dos pesquisadores que coordenou o estudo. Psicólogo, mestre em Psicologia da Aprendizagem e do Desenvolvimento e PhD em Psicologia Experimental pela Temple University of Philadelphia (1989), com medalha de Outstanding Achievement Award pela Pennsylvania Psychological Association, Capovilla detém um vasto currículo na área de Neuropsicolinguística, estudando distúrbios de comunicação e linguagem.

Na entrevista, o autor explica por que o Dicionário é reflexo do maior estudo já conduzido no mundo sobre o desenvolvimento de cognição e linguagem de surdos. A pesquisa cobriu todos os estados da federação, onde eram apresentados para os surdos listas de conceitos (como animais, plantas, comidas, bebidas, lugares, etc.) com suas respectivas ilustrações e descrições. Os surdos discutiam as ideias e articulavam os sinais correspondentes para que fossem filmados. Essa foi a base para catalogar os mais variados sinais que compõem a obra. Capovilla explica em detalhes todo o processo que envolveu a catalogação dos sinais, deixando clara sua importância para a comunidade surda. 

O seu livro ganhador do Prêmio ABEU representa um grande esforço coletivo para viabilizar aquele que talvez seja o maior compêndio de sinais de Libras do Brasil. Poderia contar um pouco sobre como foi o trabalho de seleção desses sinais e o papel dos diferentes profissionais envolvidos nesse processo?

O "Dicionário da Língua de Sinais Brasileira: A Libras em suas mãos" (Capovilla, Raphael, Temoteo, & Martins, 2017a, 2017b, 2017c) conta com a chancela da Coordenação Nacional de Cursos da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos e dos principais órgãos de pesquisa brasileiros.

É instrumental para adaptar o currículo escolar para a educação bilíngue. Documenta os sinais do universo do surdo brasileiro de todas as regiões geográficas nas mais variadas áreas, como educação, artes, cultura, esportes, pessoas, relações humanas, comunicação, religião, corpo, medicina, sexualidade, natureza, economia, trabalho, leis, política e preocupações sociais. 
Constitui obra de referência de importância crucial para a educação e a cidadania da população surda brasileira, que engloba 2,4 milhões de brasileiros que têm grande dificuldade de audição ou que não conseguem ouvir de jeito nenhum, em meio a uma população total de 208,4 milhões de brasileiros. Sua profunda relevância é justificada pela complexidade das necessidades comunicativas dessa população que se comunica em Libras, e que é cada vez mais afluente e influente no panorama cultural e social brasileiro.

O "Dicionário da Língua de Sinais Brasileira" é composto de entradas lexicais que apresentam os sinais descritos sistematicamente em sua forma e significado, e devidamente ilustrados em sua forma (com estágios e setas de movimento) e significado.
O "Dicionário da Língua de Sinais Brasileira" usa as seguintes estratégias para produzir os seguintes ganhos:
·         Emparelha as ilustrações da forma do sinal e do significado do sinal. Com isso, sugere intuitivamente como a forma do sinal representa o seu significado.
·         Associa a ilustração da forma do sinal e a descrição dessa forma. Com isso, permite reproduzir fielmente a forma do sinal.
·         Associa a ilustração do significado do sinal e a descrição desse significado. Com isso, permite compreender esse significado em sua denotação explícita e precisa, e em conotação subjetiva, implícita e intuitiva.
·         Arrola verbetes, sua definição e classificação gramatical, e exemplos de uso funcional do verbete em frases. Com isso permite compreender o conceito e fazer uso do sinal de Libras e do verbete correspondente em contextos linguísticos apropriados.
·         Emparelha a ilustração da forma do sinal e a escrita dessa forma em SignWriting. Com isso permite identificar as unidades linguísticas componentes dos sinais (SematosEmas), desenvolvendo a metalinguagem em sinais (MetasSematosEmia).
·         Lista os estados brasileiros em que cada sinal é empregado usualmente. Com isso dá indícios do escopo de validade regional de cada sinal, de sua representatividade linguística.

A pesquisa se deu ao longo de 25 anos e envolveu centenas de colaboradores surdos e ouvintes nas mais variadas funções, como a de informantes e revisores surdos, pesquisadores de campo, ilustradores, cinegrafistas, programadores de computador, e assim por diante. Tivemos apoio do Observatório da Educação (Consórcio Capes-INEP), do CNPq, da Fapesp, da Capes, do INEP, da FENEIS (Coordenação Nacional de Cursos de Libras da Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos), dentre outras. Esse apoio se deu sob a forma de bolsa de pesquisador, bolsas de doutorado e de mestrado, bolsas de apoio técnico, recursos para pagamento de ilustradores, para aquisição de equipamentos e de materiais de consumo.

Cobrimos todos os estados da federação. Fazíamos listas de conceitos (como animais, plantas, comidas, bebidas, lugares, países, profissões, instrumentos, ferramentas, etc.) e apresentávamos as ilustrações e as descrições e discutíamos as ideias e pedíamos aos surdos que articulassem os sinais correspondentes para que filmássemos esses sinais. Isso em cada estado brasileiro. Em seguida, editávamos os vídeos para que os ilustradores fizessem as ilustrações dos sinais e dos significados. Voltávamos às FENEIS locais e expúnhamos os sinais ilustrados ao escrutínio dos juízes surdos. Recebendo a chancela, os sinais ilustrados eram incorporados ao corpus. Não recebendo, os sinais ilustrados eram refeitos para novo julgamento. Ao longo de 25 anos, esse penoso processo de pesquisa lexicográfica, análise e descrição lexicológica fina, ilustração artística, nos rendeu 14.500 sinais, todos devidamente indexados por meio de um vasto string de códigos alfanuméricos que correspondem ao DNA de cada sinal. Com isso, geramos um sistema computadorizado que permite resgatar todo e qualquer sinal do corpus de 14.500 sinais com apenas alguns cliques de mouse em menus gráficos de sinais. Esse sistema permite ao surdo resgatar qualquer sinal de sua língua (Libras) sem depender de conhecer a palavra correspondente ao sinal. Trata-se do mais completo e refinado sistema de busca de sinais do mundo.

Existe algum precedente, no país, de um dicionário tão completo e vasto voltado para surdos? Qual a importância dessa obra para os surdos?

Não existe. O Dicionário é completamente original e único. Ele é fruto de um vasto programa de pesquisas em lexicografia e lexicologia de Libras que iniciamos em 1994, no Laboratório de Neuropsicolinguística Cognitiva Experimental. Tudo surgiu assim: desde 1989 eu e meus alunos temos desenvolvido sistemas de comunicação para pessoas com paralisia cerebral, afasia e esclerose lateral amiotrófica. Quando nos apareceu um surdo tetraplégico devido a uma lesão cervical, pensamos em adaptar o sistema para que ele pudesse se comunicar. Ela se comunicava em Libras, não articulava a fala, não lia nem escrevia, nem fazia leitura orofacial. Precisávamos de um dicionário de Libras (Língua de Sinais Brasileira) para adaptar o sistema para esse surdo tetraplégico. Mas não havia qualquer dicionário pronto. Consultamos fonoaudiólogos e linguistas do país todo. Estes nos pediram que esperássemos alguns anos. Ao cabo de dois anos de espera, com o paciente em depressão, decidimos arregaçar as mangas. 

Os linguistas nos chamaram de insanos. Lembramos, então, que o pai da Psicologia Experimental, Wilhelm Wundt, em sua Psicologia dos Povos, já havia reconhecido as línguas de sinais como línguas plenas, e os surdos como povos com cultura própria. Tal posição do pai da Psicologia Experimental era muito mais avançada que a do pai da Linguística, Ferdinand Saussure. Então, nós psicólogos teríamos a primazia histórica e, logo, o direito a uma tentativa honesta. Em 1996, como diretor do Capítulo Brasileiro da International Society for Augmentative and Alternative Communication, trouxe do Canadá um exemplar do American Sign Language Dictionary, de Elaine Costello, como inspiração para fazer um dicionário de Libras. Os linguistas disseram que seria loucura, pois fazer um dicionário de Libras seria um empreendimento dificílimo. Inspirados na ideia de "great achievements from humble beginnings", lançamos nosso primeiro manual de Libras em 1998, juntamente com o sistema de comunicação que o empregava. Isso mostrou que era possível. Foi o primeiro incentivo que precisávamos. O segundo incentivo nos foi dado pelo sofrimento das professoras do Ensino Fundamental que tinham alunos surdos em suas turmas. Elas se cotizavam, generosamente dividindo seus modestos salários para pagar aulas particulares de surdos para ensinar sinais suficientes para que pudessem dar aulas aos seus alunos. O problema é que, com pagamento humilde, os professores surdos logo encontravam algo mais rentável e abandonavam o posto. O substituto que assumia a posição desdizia metade dos sinais do colega anterior e ensinava sinais novos. Logo ele próprio encontrava pagamento melhor alhures e era substituído. De novo, o segundo substituto que assumia a posição desdizia metade dos sinais do colega anterior, reintroduzia uns 15% dos sinais do primeiro professor como sendo correto, e ensinava outros 35% de sinais novos. Logo esse segundo substituto encontrava pagamento melhor alhures e era substituído por um terceiro substituto. Para desespero das professoras, esse terceiro substituto reinstalava uma nova parte dos sinais do primeiro professor (a mesma que havia sido rejeitada pelo primeiro e pelo segundo substitutos), uma parte dos sinais do primeiro substituto (aquela que havia sido rejeitada pelo segundo substituto), uma parte dos sinais do segundo substituto, e introduzia uma série de sinais novos. 

Essa mesma história se repetia em inúmeros grupos de professoras dedicadas e preocupadas em ensinar seus alunos e que contratavam professores esporádicos para auxiliá-las nesse intento. Essas professoras nos procuraram buscando ajuda. Elas reclamavam que estavam "patinando no barro", dando alguns passos para trás e outros para o lado a cada pequeno avanço para frente. Para evitar cair na mesma cilada, procuramos a Coordenação Nacional de Cursos de Libras da Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos (FENEIS). Em reuniões com informantes surdos de todo o país na FENEIS, coletávamos os sinais filmando-os em diversas sessões. Então íamos ao laboratório e ilustrávamos os sinais e descrevíamos os sinais minuciosamente. Nas reuniões seguintes na FENEIS, mostrávamos os sinais ilustrados aos mesmos informantes surdos. Os sinais que eles tivessem aprovado recebiam a chancela da FENEIS. Os demais eram refeitos até que pudessem ser aprovados. Esse trabalho hercúleo se prolongou de 1998 a 2001, e resultou no DEIT-LIBRAS: DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO ILUSTRADO TRILÍNGUE DA LÍNGUA DE SINAIS BRASILEIRA (LIBRAS), que, em 2002, recebeu prêmio da Gallaudet University e menção honrosa da Câmara Brasileira do Livro, ficando em segundo lugar no Jabuti 2002.  O trabalho foi tão bonito que o famoso Oliver Sacks veio conhecê-lo e escreveu a apresentação ao dicionário.

Logo o DEIT-LIBRAS se tornou coqueluche e best-seller da Edusp. Ao documentar um corpus de quase 4 mil sinais da Libras, esse dicionário deu realidade científica à Língua de Sinais Brasileira e possibilitou à Presidência da República baixar a Lei de Libras, que reconheceu a Língua de Sinais Brasileira como sistema de comunicação da população surda brasileira. Em 2006 ele foi distribuído a dezenas de milhares de alunos surdos em todos os municípios do Brasil pelo MEC via Programa Nacional do Livro Didático. Ficamos tão animados com os resultados que começamos já em 2001 a expandir o léxico documentado. Com isso, em 2009 lançamos o NOVO DEIT-LIBRAS: DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO ILUSTRADO TRILÍNGUE DA LÍNGUA DE SINAIS BRASILEIRA, com um vasto corpus de 9.500 sinais. Assim como o DEIT-LIBRAS de 2001, o NOVO DEIT-LIBRAS de 2009 teve diversas edições com aprimoramentos sucessivos. Já a partir de 2009 começamos a expandir o corpus com pesquisa em todos os estados brasileiros. Com isso, em 2017 lançamos o "Dicionário da língua de sinais do brasil: a Libras em suas mãos", com 3 volumes e 14.500 sinais. Trata-se do maior e melhor dicionário de língua de sinais do mundo.  

O dicionário contém a escrita visual direta do sinal em SignWriting, além de trazer a descrição da etimologia do sinal pela análise dos morfemas que compõem sua estrutura. O livro traz também a soletração digital em Libras por meio da fonte Capovilla-Raphael, entre outros recursos. Poderia explicar como cada um desses aspectos pode ajudar o surdo?

O Dicionário emparelha a ilustração da forma do sinal e a escrita dessa forma em SignWriting. Com isso permite identificar as unidades linguísticas componentes dos sinais (SematosEmas), desenvolvendo a metalinguagem em sinais (MetasSematosEmia). A escrita visual direta de sinais SignWriting permite ao surdo visualizar perfeitamente os sinais escritos, assim como a escrita alfabética permite ao ouvinte audibilizar as palavras escritas. É um elemento essencial para o novo paradigma neuropsicolinguístico de dicionarização das línguas de sinais. 

A fonte de computador Capovilla-Raphael faz a soletração digital (datilologia) de todas as letras e números em formas de mão de Libras. É muito mais clara e exata que qualquer outra fonte que ocupe o mesmo espaço por caractere. Ela permite indexar os sinais pelos verbetes escritos na soletração digital, além de em alfabeto greco-romano. O Dicionário se encontra implementado em duas plataformas: a impressa em papel e a digital. Na forma de dicionário impresso, o  Dicionário em 3 volumes traz os 14.500 sinais indexados pelos verbetes correspondentes em Português. Na forma de dicionário eletrônico, com a interface BuscaSigno, o corpus de 14.500 sinais os traz indexados por 520 elementos sematosêmicos de cada sinal em parâmetros sematosêmicos como forma de mão, local de mão, movimento de mão, expressão facial. Cada um dos 520 elementos sematosêmicos de cada sinal encontra-se ilustrado graficamente em menus gráficos acionáveis com cliques de mouse. Assim, ao ver um sinal desconhecido, o observador clica em menus que trazem formas de mão semelhantes àquela do sinal, em locais semelhantes, com movimentos semelhantes e com expressão facial semelhante. A cada clique o observador, que começa com 14.500 sinais competidores, vai afunilando a busca e reduzindo o número de sinais competidores. O propósito é que, com 5 a 8 cliques, o observador descubra o significado de qualquer sinal desconhecido que venha a observar. Isso é tremendamente importante para a implementação do paradigma neuropsicolinguístico de dicionarização das línguas de sinais, já que indexa os sinais pelas propriedades linguísticas (sematosêmicas) dos próprios sinais. 

Juntamente com todas as demais características de ilustração de forma e de significado, de inclusão do escopo de validade geográfica dos sinais, de escrita visual direta dos sinais via SignWriting, de discussão da iconicidade e morfologia dos sinais, esse novo paradigma neuropsicolinguístico de dicionarização das línguas de sinais que propomos constitui uma autêntica revolução na lexicografia e lexicologia das línguas de sinais. Dentre os muitos progressos resultantes dessa pesquisa está o projeto genoma da Libras, com mapeamento preciso da incidência de cada um de 520 sematosemas e de suas combinações na Libras. Trata-se do mais refinado estudo do mundo acerca da composição dos sinais. Dentre as vantagens está a explicação dos diversos erros de sinalização (parassematosemias) durante tarefas de memorização e de evocação de informações memorizadas por surdos, erros de leitura (paralexias sematosêmicas) e de escrita (paragrafias sematosêmicas). Por exemplo, solicitamos a 9.500 estudantes surdos de todos os estados brasileiros para escrever os nomes em Português de 72 figuras. Notamos que muitas figuras evocavam nomes muito curiosos. Por exemplo, a figura de peteca evocava num grande número de surdos sinalizadores a palavra "café". Trata-se de um erro sistemático de escrita, uma paragrafia sematosêmica. Descobrimos que a probabilidade de cometer paragrafias sematosêmicas é diretamente proporcional ao grau de semelhança entre o sinal alvo que designa a figura e o sinal que faz a conexão entre esse sinal alvo e a palavra escrita que é incorretamente usada para rotular a figura. Assim, os sinais “PETECA” e “CAFÉ” compartilham uma alta proporção de sematosemas em comum. Nosso sistema BuscaSigno mede precisamente esse grau de semelhança sematosêmica e, portanto, permite estimar a probabilidade de paragrafias sematosêmicas que é diretamente proporcional a esse grau de similaridade sematosêmica, inversamente proporcional ao grau de familiaridade ortográfica da palavra escrita alvo ("peteca"), e  diretamente proporcional ao grau de familiaridade ortográfica da palavra escrita competidora que constitui a paragrafia ("café"). 

Estamos publicando os achados num artigo que explica que a probabilidade de paragrafias e paralexias e parassematosemias é função dessas variáveis, que medimos com precisão em nosso corpus de 14.500 sinais por meio da análise lexicológica dos componentes sublexicais de todos os sinais empreendida na composição do sistema BuscaSigno. Trata-se do mais profundo modelo de pesquisas no mundo acerca da cognição de surdos sinalizadores, e de seus erros de leitura e escrita e de sinalização.

Por fim, gostaríamos de saber qual a importância de ganhar o Prêmio ABEU, que se dedica exclusivamente a livros universitários e acadêmicos.

O Prêmio ABEU 2018 é de extrema importância e foi comemorado efusivamente por toda a comunidade surda brasileira, bem como pelos pesquisadores e professores surdos e de surdos, pelos familiares de surdos, por todos aqueles que convivem com surdos, e pela sociedade brasileira em geral.  O Dicionário resultou numa série de outros frutos, como a Cartilha de libras em medicina e saúde, que estamos distribuindo gratuitamente a hospitais e postos de saúde públicos de todo o país, e que traz sinais de doenças e exames e procedimentos de saúde úteis ao início do atendimento de pessoas surdas. Outro fruto é a Enciclopédia da língua de sinais brasileira: o mundo do surdo em Libras, que estamos publicando pela Edusp, e que é instrumental para a adaptação do currículo escolar aos surdos em todas as fases de escolarização, da educação infantil ao Ensino Superior. O Prêmio ABEU 2018 permite aumentar a penetração de todos esses recursos para a educação e a saúde e a cidadania da população surda brasileira.

   


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