A Voz do Profissional

Oswaldo Truzzi, ex-diretor da EdUFSCar, fala sobre seu tempo na diretoria da ABEU e sua experiência como editor

Cadastrado em 12/11/2018 01:03

Entrevista por ABEU

A Voz do Profissional

Esta semana, trouxemos para a coluna A Voz do Profissional mais uma importante figura na história da ABEU. O prof. Oswaldo Truzzi, que atuou como diretor da Editora UFSCar de 2000 a 2016, foi diretor-secretário da Associação durante dois mandatos. Com doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas, mestrado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas e especialização em Gestão Pública na HEC (École des Hautes Études Commerciales), o prof. Truzzi ainda tem livros publicados pela Editora Unesp e pela própria EdUFSCar. Na entrevista ele fala sobre seu tempo na diretoria da ABEU e sua experiência na Editora UFSCar.

Professor Trozzi, como alguém que já fez parte da diretoria da ABEU anteriormente, como o senhor avalia a evolução das ações da Associação ao longo dos anos para promover uma maior integração e apoio às editoras universitárias? Vê diferenças nessas ações entre hoje e os primeiros anos da ABEU?

Creio que nos primeiros anos a ABEU teve que enfrentar um desafio muito grande, que foi o de consolidar uma associação que reunisse as editoras universitárias de todo o país. Este desafio foi conduzido, com muita habilidade, por nosso ex-presidente Castilho. Além disso, tínhamos que mostrar que poderíamos oferecer um produto de qualidade. Hoje os desafios são de outra natureza e dizem respeito a ampliar nossa participação no mercado de livros universitários. Permanece, entretanto, o desafio de construir uma associação com exigências muito diferenciadas, dada a heterogeneidade dos membros que compõem hoje a ABEU.

Em contrapartida, e levando em conta sua experiência na gestão da EdUFSCar, como o senhor acredita que as associadas da ABEU podem também ajudar a associação e contribuir para o apoio mútuo entre as editoras universitárias?

Acho que é fundamental repassar experiências bem sucedidas, compartilhar problemas e suas soluções. Individualmente, gasta-se muita energia tentando-se “reinventar a roda”, quando muitas editoras já enfrentaram anteriormente os mesmos problemas. Então acho que compartilhar é muito importante.

 

Por fim, o que o senhor considera como mais importante para a divulgação da produção acadêmica no Brasil? Que tipo de ações e estratégias julga como essenciais para promover o que é criado dentro das nossas universidades?

As editoras universitárias precisam compreender que operam em um ambiente de mercado, competitivo, no qual nem sempre as instituições (universidades) que as abrigam estão acostumadas ou foram pensadas para operar neste ambiente. Isto gera constrangimentos que precisam ser contornados. Dou um exemplo: a questão do enquadramento jurídico das editoras universitárias em universidades públicas. As procuradorias jurídicas das universidades, vigiadas pelos Tribunais de Contas, tendem a prestar toda a atenção no que não se pode fazer. Nesse caso, as editoras operam em uma margem muito residual, muito estreita, o que por vezes (dependendo da compreensão e da habilidade das procuradorias jurídicas) acaba inviabilizando o trabalho da editora. Deveríamos caminhar para construir uma agenda positiva, na qual todos compreendessem o papel relevante de uma editora universitária para fomentar, sistematizar e difundir o conhecimento.


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