Conversa com a nova diretoria da ABEU - Selma Lúcia Lira Beltrão

Conversa com a nova diretoria da ABEU - Selma Lúcia Lira Beltrão

Em 10/08/2015 00:00

Notícia por ABEU

Conversa com a nova diretoria da ABEU - Selma Lúcia Lira Beltrão

Estamos perto de encerrar nossa jornada ao redor do Brasil com as entrevistas com os diretores regionais da ABEU. Essa semana trazemos uma conversa com a Diretora da Região Centro-Oeste da Associação Brasileira das Editoras Universitárias, Selma Lúcia Lira Beltrão. Atualmente Gerente-Geral Interina da Editora da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Selma Mestre em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (CDS/UnB), na área de concentração de Política e Gestão de C&T. Possui graduação em Comunicação Social - Jornalismo, pela Universidade Católica de Pernambuco, com Especialização em Marketing e curso de Extensão em Divulgação de C&T pela Universidade de Brasília. Na entrevista ela comenta sobre a tradição da região Centro-Oeste para publicações voltadas à agropecuária e os desafios da produção acadêmica nas universidades regionais.

1) Profa. Selma, devido à conjuntura econômica e cultural da região Centro-Oeste, a produção científica local acaba tendo grande força na área de agropecuária. A própria Embrapa, da qual a senhora é diretora, é um grande exemplo disso. Quais as contribuições que as editoras universitárias da região podem dar na difusão desse conhecimento?

De fato a região Centro-Oeste e, mais especificamente o Cerrado brasileiro, tem grande contribuição, desde os anos 1970, para a agropecuária nacional e para o PIB Agrícola e por essa razão há também forte produção editorial das editoras da região nessa área. Sendo assim, a principal contribuição das editoras universitárias da região é fomentar a publicação de obras na área agrícola, como também para a temática ambiental, como contraponto ao avanço de grandes monoculturas, tais como soja e algodão na região. Do mesmo modo que é importante para essas editoras se fazerem presentes em grandes feiras, exposições e outros eventos agropecuários da região, como forma de dar maior divulgação ao que está sendo gerado, em termos de conhecimento e informação por essa área nas universidades .

2) Ainda em relação à pergunta acima, como a senhora acredita que as editoras universitárias do Centro-Oeste podem mostrar sua força em outras áreas do conhecimento?

O conhecimento gerado nas últimas décadas nas Universidades brasileiras é enorme, e na região Centro-Oeste temos importantes centros que formam profissionais para atuar nas áreas de educação, direito, saúde e gestão, assim como promovem o avanço do conhecimemto sobre temas afins a essas áreas. O que precisamos, como editoras, é estar sempre atentos para identificar melhor as oportunidades de publicar obras que contribuam para o debate nessas áreas.

3) Como as editoras locais podem se integrar às demais editoras do resto do país no âmbito da ABEU?

A ABEU é uma forma de dar força às editoras universitárias que, sozinhas, não conseguiriam atuar politica e institucionalmente para melhor atuar e obter avanços no campo da cultura editorial e da difusão do livro universitário, e a melhor forma de se integrar é participando das reuniões anuais e regionais da associação, acompanhando os debates em curso no País, a exemplo do projeto de lei sobre o Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL), o Projeto de Lei sobre o Preço Fixo do Livro (PL 49/2015), sobre questões de isenção tributária para livros e outros que têm impacto direto sobre a atuação e a vida das editoras universitárias.


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