Em lançamento da Editora Unesp, filósofo comove com relato de tortura sofrida durante ditadura

Em 20/08/2018 08:44
Atualizado em 20/08/2018 16:41

Notícia por ABEU

Em lançamento da Editora Unesp, filósofo comove com relato de tortura sofrida durante ditadura

Durante a ditadura civil-militar (1964-1985) que assolou o Brasil, os atos de falar e calar-se podiam representar a distância entre a vida e a morte, para si e outros companheiros de luta, dentro e fora das celas dos órgãos de repressão. A partir deste cenário nasce o comovente depoimento do filósofo, jornalista e escritor Luiz Roberto Salinas Fortes, em "Retrato calado", mais um recente lançamento da Editora Unesp.

O autor conta suas duas detenções por suspeita de envolvimento na luta contra a ditadura militar, no começo dos anos 1970 e, em seguida, transcreve páginas de um diário dos anos 1950. Finalmente, relata duas outras detenções em meados do decênio de 1970, por suposta participação no tráfico de drogas. “Aparentemente casual, a disposição da matéria é perfeita como esquema narrativo, porque apresenta situações armadas de fora, mas dá elementos para avaliar como é por dentro o indivíduo arrastado nelas, e cuja integridade elas põem à prova”, diz o crítico literário Antonio Candido.

Luiz Roberto Salinas Fortes graduou-se em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL), mais tarde Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP). Na mesma instituição, defendeu a tese de doutorado "Rousseau – da teoria à prática" e ainda obteve o título de professor livre-docente, com "Paradoxo do espetáculo", trabalho no qual deu continuidade aos estudos sobre a obra política do iluminista genebrês.


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