Entrevista com a nova presidente da ABEU, Rita Virginia Argollo

Na conversa, ela fala dos desafios das editoras universitárias e os aprendizados da Reunião Anual

Em 20/05/2019 18:38

Entrevista por ABEU

Entrevista com a nova presidente da ABEU, Rita Virginia Argollo

A diretora da Editus - Editora da UESC, Rita Virginia Argollo, foi eleita presidente da Associação Brasileira das Editoras Universitárias para o biênio 2019-2021. Diretora da Regional Nordeste da ABEU nos últimos quatros anos, a professora concedeu sua primeira entrevista após a posse, ocorrida durante a 32ª Reunião Anual da ABEU, que fez parte do 2º Seminário Brasileiro de Edição Universitária e Acadêmica. Argollo falou sobre o atual cenário das universidades públicas, que enfrentam cortes orçamentários, situando as editoras neste contexto, e comentou sobre os aprendizados do seminário que se encerrou na última semana.

Você assume a presidência da Associação em um momento de muita apreensão e incertezas para as universidades. Como as editoras, enquanto disseminadoras do conhecimento dessa instituições, podem contribuir para mostrar à sociedade a sua importância e a relevância do papel que vêm desempenhando ao longo dos anos?

Quando falamos das editoras universitárias, é importante lembrarmos que entre as nossas 122 associadas temos os mais diversos perfis, que passam por universidades públicas, privadas, institutos federais, editoras maiores, outras que foram constituídas mais recentemente. Enfim, nossa realidade é diversa e não pode ser tratada ou entendida como um bloco homogêneo. Entendo que, neste sentido, é fundamental que cada uma, a partir do seu contexto, busque intensificar aquilo que já discutimos há alguns anos, que é tornar amplamente público o resultado da sua atuação. Não publicamos apenas para os nossos pares. Por isso mesmo, a nossa parceria para a disseminação do conhecimento produzido nas nossas instituições precisa sempre estar implicada com a transformação social.    

Que balanço faz dos debates e trocas de experiências da 32ª Reunião Anual, que acabou de se encerrar em Porto Alegre?

Mais uma vez, tivemos momentos extremamente ricos em aprendizados. A sensação que ficou é a de uma associação mais madura, com discussões tanto mais objetivas quanto mais profundas, que têm nos levado, de fato, a encontrar caminhos para as adversidades que a edição acadêmica nos impõe. O compartilhamento das experiências das editoras que, em algum ponto, caminham na frente é fundamental para o ajuste de norte das demais. Compreender mais detalhadamente o cenário internacional e poder entender os mecanismos da iniciativa privada abrem os nossos horizontes. Acredito que, para cada uma de nós, editoras, fica agora a tarefa de casa, de colocar em prática o que aprendemos, nos preparando para os novos desafios.

Que mensagem gostaria de deixar para os reitores das universidades e editoras associadas à ABEU?

Um dos pontos que permeou todas as rodas de conversa durante a 32ª Reunião Anual da ABEU, e também o 2º Seminário Brasileiro de Edição Universitária e Acadêmica, foi a importância de cada editora ter bastante clara a sua identidade, o seu papel na instituição à qual pertence e a sua missão. Para que se tenha este delineamento é indispensável o apoio das reitorias. O bom desempenho das editoras está diretamente ligado ao reconhecimento e suporte que têm pela administração superior. 

 


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