Catálogo Universitário

Psicanálise, filosofia, gênero: o tema do desejo sob diferentes óticas

Em 26/02/2018 17:14
Atualizado em 26/02/2018 18:31

Notícia por ABEU

Catálogo Universitário

Esse ano não vamos cair no clichê de usar fevereiro como pretexto para indicar livros que falem sobre o Carnaval. Em 2017 já fizemos isso aqui na coluna Catálogo Universitário. Desta vez, vamos partir para outras implicações deste período festivo que sempre atua como um escape das restrições e normas da vida cotidiana, quando os foliões aproveitam para ser e fazer aquilo que não podem no dia a dia. Por isso, este mês vamos indicar 3 livros que falam sobre desejo.  

Primeiro, temos “A Lei do Desejo: epistemologia da psicanálise lacaniana”, da EDUCS – Editora da Universidade de Caxias do Sul. Escrita por Luiz Carlos Santuário, a obra tem como objetivo reconstruir os principais momentos de articulação do saber trazido pela psicanálise de Jacques Lacan, com a meta de compreender o alcance da teoria lacaniana, que muito trata sobre  nossos desejos reprimidos.

“Desejo e prazer na Idade Moderna”, publicado pela Editora Champagnat, da PUC do Paraná,  apresenta o aprofundado estudo de Luiz Roberto Monzani. Segundo o autor, o contato com a obra de Marquês de Sade conduziu-o à investigação dos filósofos materialistas franceses, por meio dos quais acreditou poder explicar as linhas mestras de seu pensamento. Reconheceu que o que o norteava era uma concepção sobre os fundamentos da vida passional que pouco ou nada tinha a ver com a concepção clássica de vida passional.
Trabalhou, então, a tentativa de isolar certos conceitos capitais e noções-chave, particularmente sobre paixões como amor, desejo e prazer, apontando como se mantinham ou se transformavam no decorrer do tempo de forma a enunciar uma nova concepção da vida passional delineada na modernidade.

“Amor, Desejo e Poder na Antiguidade: Relações de Gênero e Representações do Feminino”, da Editora Unifesp, busca referências do desejo num período histórico ainda mais distante que a obra anterior. Organizada por Pedro Paulo Funari, Lourdes Feitosa e José Glaydson, esta coletânea contribui para o estabelecimento de leituras criteriosas acerca dos diferentes sentidos que a sexualidade adquire na Antiguidade. Congregando estudiosos de diversos campos, lança mão de um importante instrumento de análise da relação entre o masculino e o feminino: trata-se da teoria de gênero. Afastando-se das distinções biológicas que marcavam as identidades sexuais, esta ferramenta se concentra nas construções culturais que resultaram nas disparidades da posição social ocupada por homens e mulheres. Dessa forma, mais do que considerar as diferenças entre os sexos e pressupor, de antemão, uma dominação do masculino sobre o feminino, os artigos que compõem este livro buscam uma história plural em torno das relações de desejo e poder estabelecidas durante a Antiguidade.

Bom, você pode continuar a pesquisa no catálogo unificado presente no site da ABEU para alimentar o seu desejo de conhecimento.


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