Catálogo Universitário

Julho, época de revoluções

Em 24/07/2017 17:58
Atualizado em 24/07/2017 19:06

Notícia por ABEU

Catálogo Universitário

A emancipação definitiva de Portugal em jogo. A luta pelo fim de uma ditadura. Julho é um mês marcante na história nacional, trazendo dois movimentos que moldaram o país, mesmo que distantes no tempo e cujos epicentros ocorreram a vários quilômetros de distância um do outro. No dia 2 de julho de 1823 ocorria a Independência da Bahia, ápice de um movimento que se iniciou em 1821 e que consolidou o fim dos tempos do Brasil como colônia. Já em 9 de julho de 1932 se iniciava a Revolução Constitucionalista, que clamava pelo fim do governo provisório de Getúlio Vargas e pedia a convocação de uma Assembleia Constituinte. E para entender de forma mais aprofundada o desenrolar desses acontecimentos, viemos mostrar na coluna Catálogo Universitário deste mês que nossas associadas possuem livros para detalhar ambos.

Primeiramente, uma publicação da Edufba em coedição com a Editora Unesp, o livro História da Bahia, do historiador Luís Henrique Dias Tavares, é um dos maiores trunfos dos estudos históricos de cunho regional. A obra traça a trajetória do estado desde a colonização, passando obrigatoriamente pelo episódio de Independência da Bahia, abrindo novos ângulos para entendermos a história presente. https://goo.gl/Vy847U

Para uma visão mais detalhada do mesmo evento, uma boa leitura é Ação da Bahia na obra de independência nacional, publicado pela Eduneb e escrito por Braz do Amaral. A obra tem a finalidade de assinalar o ano do centenário das lutas pela independência da Bahia. O autor esclarece fatos pouco conhecidos no país, além de revelar que a independência da pátria não pode ter resultado de atos isolados, como por exemplo, o episódio do Fico e o Grito do Ipiranga, ambos creditados ao príncipe regente, mas devem ser atribuídos aos heróis que a edificaram, bravamente com o seu sangue e sua luta. https://goo.gl/B6z27Q

Já sobre o movimento ocorrido em São Paulo na década de 1930, temos 1932: Imagens de uma revolução, editado pela IMESP e de autoria do historiador Marco Antonio Villa. O livro traz textos e imagens do cenário do Estado de São Paulo no ano de 1932, antes, durante e depois da Revolução Constitucionalista. Apresenta partituras de músicas e hinos, como “A São Paulo”, com poesia de Fagundes Varella e música de Francisco Mignone, além de trechos do discurso de Carlos Drummond de Andrade chamado “O soldado do Túnel”. https://goo.gl/VP1wdb

Para uma versão mais lúdica dos fatos, Revolução Constitucionalista de 1932, também do IMESP, foi escrito por Maurício Pestana. Em quadrinhos, o título conta a história do maior conflito civil brasileiro do século XX com linguagem infanto-juvenil e, por meio das ilustrações, busca a proximidade com os leitores ao relacionar episódios marcantes da guerra com cenários da atualidade. Nesta adaptação, os fatos são contados de uma criança para outra - uma técnica para promover a identificação do público-alvo com a história. https://goo.gl/dFczKB

Mais uma vez, esperamos ter clareado um pouco mais a história do Brasil para os nossos leitores. Nesses tempos obscuros que vivemos, conhecer as nossas origens se torna imprescindível.


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