Editora UnB lança duas novas obras

Em 30/11/2020 17:44
Atualizado em 30/11/2020 19:00

Notícia por ABEU

Editora UnB lança duas novas obras

A Editora UnB lançou recentemente duas obras: "Os antifederalistas: o outro lado do debate constitucional estadunidense" e o primeiro volume da "Poesia Completa de Emily Dickinson", em uma coedição com a Editora Unicamp.

Sobre "Os antifederalistas: o outro lado do debate constitucional estadunidense"

Trata-se de coletânea com uma seleção dos principais textos publicados pelos antifederalistas em sua campanha de oposição à ratificação da Constituição dos Estados Unidos da América, elaborada na Filadélfia em 1787. São textos que estabelecem um claro contraponto com os artigos que posteriormente viriam compor "O federalista", de James Madison, Alexander Hamilton e John Jay, e com outros artigos escritos em defesa da ratificação do novo texto constitucional. A importância e a originalidade desta obra residem no fato de que, transcorridos mais de dois séculos desse debate, não contávamos ainda com qualquer tradução para nossa língua dos valiosos artigos produzidos pelos adversários da nova Constituição, artigos em que os antifederalistas, fazendo uso de sua acurada capacidade de análise e de argumentação, apresentavam severas objeções – muitas sumamente atuais – à arquitetura institucional ali proposta.

Sobre "Poesia Completa de Emily Dickinson - Volume I"

Apesar de ser conhecida do leitor brasileiro desde que foi traduzida por Manuel Bandeira (já no final dos anos 1920), a obra de Dickinson aqui sempre foi publicada na forma de antologias, as quais, em que pese a qualidade da tradução, muitas vezes impedem a leitura contextualizada de seus poemas. Essa tradução se move, ao contrário, em dois eixos: costura e sutura. A costura corresponde ao respeito à integridade da obra, ao trabalho crítico-textual de trazer um texto íntegro e completo. A sutura, por outro lado, aponta para o que não se quer fechar na poesia de Dickinson, em termos de sentido, ou para o seu mais-valor literário, que é sempre uma meta e, por ser meta, melhor se traduz ao modo da metáfora. Sendo assim, qualquer ideia de fidelidade absoluta (ao ritmo, à imagem e ao pensamento) permanece apenas como ideal paradisíaco, do qual só os leitores, no confronto entre o original e a tradução, poderão realmente usufruir.


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