SciELO sinaliza o desenvolvimento do mercado de e-books no contexto mundial

Apesar de crescimento ininterrupto ao longo de uma década, a indústria de e-books registrou queda nos últimos três anos

Em 18/07/2016 16:16
Atualizado em 18/07/2016 16:44

Notícia por ABEU

SciELO sinaliza o desenvolvimento do mercado de e-books no contexto mundial

A fim de destacar a situação do mercado de livros eletrônicos, e-books, a nível global, a SciELO publicou duas longas matérias que discorrem sobre o assunto. Baseando-se em recente informe da “Global eBook: a report on market trends and developments, 2016”, o autor das matérias, Ernesto Spinak, aponta que o desenvolvimento da indústria de ebooks apresentou queda nos últimos três anos, após uma década de crescimento ininterrupto. Esta queda é relativa, ao menos, aos editores tradicionais, tanto nas vendas de livros físicos como eletrônicos, a favor de empresas globais como a Amazon.com ou em relação à publicação não tradicional pelos próprios autores.

Spinak escreve que embora a escrita, edição e publicação de livros aparentem ser processos resistentes a mudanças, eles acabam se transformando para acompanhar as decisões espontâneas e massivas do público. A edição de livros é a segunda indústria mais importante entre as indústrias de conteúdo, perdendo apenas para a televisão, faturando mundialmente mais de 150 bilhões de dólares por ano. Os principais mercados de consumo de e-books hoje em dia são os Estados Unidos, em primeiro lugar; China, em segundo; em seguida Alemanha, Japão, Reino Unido e uma série de países europeus. Na América Latina, Brasil, México e Argentina se encontram nas 10ª, 18ª e 26ª posições, respectivamente. Quanto à produção de títulos, o Reino Unido ocupa o primeiro lugar, com cerca de 3.000 novos títulos ao ano por milhões de habitantes, seguido pela Dinamarca, Eslovênia, e Espanha, em quarto lugar, com uma produção de mais de 1.600 novos títulos por milhão de habitantes/ano. Sendo assim, conclui-se que o negócio de e-books está localizado, basicamente, em mercados de seis países que concentram quase 60% do faturamento global, apesar de estarem emergindo companhias com papéis relevantes em seus mercados domésticos no Brasil, China, Índia e Rússia.

O autor ainda comenta que as tendências do mercado indicam um suave declive do produto impresso e um crescimento lento no digital, de modo que as perdas do mercado impresso não foram compensadas pela ganância do mundo digital, ao menos, segundo as estatísticas dos grupos editoriais predominantes em língua inglesa (Big Five), a saber Penguin Random House, Hachette Livre, Harper Collins, Macmillan e Simon & Schuster.

Sobre a publicação por conta própria (self-publishing), Spinak mostra que entre 2014 e 2015 foram publicados quase 460 mil novos títulos, sendo que 75% destes foram publicados somente em três plataformas: Smashwords, CreateSpace, da Amazon.com, e Lulu. O autor aposta que o self-publishing tem um grande potencial no Brasil, estando limitado fundamentalmente pela falta de serviços personalizados que forneçam a infraestrutura operacional.

Para visitar as matérias publicadas no Blog SciELO em Perspectiva na íntegra, acesse os links: http://goo.gl/Onp9cw para ler a Parte I, e http://goo.gl/TmGvys para a Parte II.

Fonte: Ascom SciELO


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