Voz do Editor – Entrevista com os professores Sandra Regina Soares e Nerivaldo Alves de Araújo

Os entrevistados avaliaram a gestão frente à Editora UNEB e discutiram ações futuras para a instituição

Em 08/08/2016 15:12

Entrevista por ABEU

Voz do Editor – Entrevista com os professores Sandra Regina Soares e Nerivaldo Alves de Araújo

Esta semana teremos uma entrevista dupla em nossa coluna A Voz do Editor. Conversamos com a professora Sandra Regina Soares e com o professor Nerivaldo Alves de Araújo, respectivamente diretora e vice-diretor da Editora da UNEB. Graduada em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia e mestra em Educação pela mesma instituição, a professora Sandra Regina é ainda doutora em Educação pela Université de Sherbrooke, no Canadá. Já o prof. Nerivaldo é doutor em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Bahia, mestre em Estudo de Linguagens pela Universidade do Estado da Bahia e especialista em Planejamento e Práticas de Ensino e em Planejamento e Gestão de Sistemas de Educação a Distância. Os dois diretores responderam às perguntas em conjunto e avaliaram a gestão à frente da EdUNEB após um ano da posse, além de terem comentado sobre futuras ações da instituição.

1. Esta nova gestão à frente da Editora UNEB assumiu há cerca de um ano. Quais os principais desafios que vocês estão encontrando na gestão de uma editora universitária?

Por ser a Editora da UNEB (EDUNEB) órgão suplementar, de natureza interdisciplinar, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), a gestão da nossa editora, assim como as demais editoras universitárias do segmento público apresenta alguns desafios a serem superados, especialmente no que concerne às limitações no campo da gestão de recursos, pela dependência orçamentária e outros aspectos desse âmbito. Por isso, algumas ações exigem ajustes, adaptações na sua realização. Como se tem conhecimento há alguns impedimentos legais, por exemplo, a falta de CNPJ e de autorização para a venda de livros e serviços de produção editorial, que poderia redundar na ampliação da capacidade da editora de produção da editora. Porém, alternativas – tais como a contratação de fundações, estabelecimento de convênios e parcerias com setores e departamentos da própria universidade – estão sendo efetivados. Isso, aos poucos contribuirá para a ampliação das ações já planejadas e desenvolvidas bem como a realização de novas ações e projetos. Outro fator ponderável é a carência de recursos humanos (profissionais da área de editoração, criação, preparação e revisão textual, normalização, secretaria). São poucos funcionários e poucas perspectivas de ampliação do quadro. Até porque a atual situação de contenção orçamentária pela qual a universidade pública tem passado não permite ampliação desse quadro. Também a estruturação física, quanto à aquisição de máquinas e equipamentos e até as próprias instalações físicas acabam não sendo a ideal. Porém, tem se buscado, de maneira incessante, sanar as dificuldades existentes por meio da criação de estratégias que permitam a continuidade das atividades da editora de forma cada vez mais profissional, inovadora e que possam estar de acordo com as exigências do mercado editorial e com as expectativas da sociedade quanto a uma editora universitária.

2. Diante disso, quais os principais projetos e iniciativas da editora neste momento, considerando o objetivo da editora de ampliar o acesso à produção acadêmica da Universidade do Estado da Bahia?

A editora tem buscado como missão, disseminar ideias e conhecimentos por meio de publicações de qualidade, de natureza técnica, didática e científica, e difundi-las mediante ações extensionistas, inovadoras de divulgação, sensibilização de docentes, discentes e do público em geral, particularmente, nas comunidades onde estão situados os campi da universidade, fomentando a competência da leitura compreensiva e emancipatória. Nesse sentido, compreende-se que tais pressupostos contribuem para a consolidação de uma editora cujo papel ultrapasse o âmbito da edição do livro apenas, para, a partir de um cunho profissional e dinâmico, consolidar também sua função social, permitindo novas leituras e escritas do mundo da contemporaneidade e, consequentemente, a politização e o empoderamento dos seus sujeitos.

Dentro dessa perspectiva, a EDUNEB tem criado ações voltadas para uma maior democratização da publicação dentro da universidade, envolvendo todos os segmentos da comunidade acadêmica. São ações voltadas para a área de modernização e profissionalização do processo de produção do livro. Dentre elas, foi instituída a prática da utilização de editais de publicação para atender à demanda da produção técnica e científica e didática da universidade por meio do selo EDUNEB.

Foi criado o selo UNIVERSALIS Edições que envolve a publicação de livros com recursos próprios do autor ou de setores da UNEB responsáveis pela obra e proponentes da publicação, ou provenientes de captação externa e/ou com distribuição gratuita, oriundas de documentos institucionais, que apresentem resultados de projetos de pesquisa, ensino (a exemplo de módulos didáticos) e extensão (a exemplo de cartilhas), e decorrentes de eventos científicos e acadêmicos. Ainda outros tipos de obras como contos e romances, poesias, literatura infantil, dentre outros gêneros, que serão submetidos à avaliação de Comitê Editorial específico do selo. Outras ações como o investimento em cursos de formação e aperfeiçoamento para os profissionais da editora, ação que vem contribuindo para a melhoria dos serviços prestados.

A Editora tem investido na contratação de uma fundação com o intuito de que possam ser assumidas algumas atividades de gestão de pessoal, serviços e equipamentos, dentre outras possíveis. Tem se buscando também a aquisição de programas para facilitar a gestão e o controle da produção e outros aspectos relacionados.

Ações voltadas para o âmbito de disseminação, divulgação e comercialização das obras serão implementadas e revistas com o intuito de ampliar as vendas. Espera-se que a produção com recursos do selo Universalis Edições (externos) possa ampliar as possibilidades de aumentar o atendimento à demanda da publicação acadêmico-científica da universidade.

A Editora não se privará de investir em ações que possam democratizar e viabilizar cada vez mais o acesso à publicação pela comunidade unebiana.

3. Por fim, como avaliam o papel da ABEU no suporte para a EdUNEB alcançar parte dos seus objetivos?

O papel da ABEU é essencial para a consolidação de nossas propostas em todos os aspectos do funcionamento da editora, tais como consultas jurídicas, administrativas, suportes para a divulgação e comercialização, participação em eventos como BIENAIS, Feiras, Congressos etc. Em suma, a ABEU proporciona mais reconhecimento e credibilidade para as publicações da editora, contribuindo para a realização de um trabalho mais criterioso e melhor elaborado.


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