Voz do Editor - Entrevista com a Coordenadora da Argos, Rosane Meneghetti

A professora falou sobre os desafios da gestão da editora.

Em 27/06/2016 22:02
Atualizado em 28/06/2016 11:12

Entrevista por ABEU

Voz do Editor - Entrevista com a Coordenadora da Argos, Rosane Meneghetti

 Esta semana, na coluna A Voz do Editor, temos uma entrevista com Rosane Natalina Meneghetti Silveira, atual coordenadora da Argos Editora da Unochapecó. Tendo assumido em fevereiro deste ano a gestão da editora, a professora Rosane é mestre em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina e especialista em Literatura Brasileira pela Universidade do Oeste de Santa Catarina. Atualmente também é docente do Curso de Letras na Unochapecó. Na conversa com a ABEU ela falou sobre os desafios para a Argos, os prêmios conquistados pela editora  em 2015 e sua percepção da atuação da Associação no apoio às editoras universitárias.

1) Profa. Rosane, após assumir a gestão da Argos em fevereiro deste ano, quais os principais desafios que você enxerga para os rumos traçados editora?

Um dos maiores desafios é manter e ampliar a imagem de referência que a Argos adquiriu no meio universitário brasileiro, nos seus quase 25 anos de história. E esse intento por novas conquistas torna-se um desafio na medida em que hoje o cenário nacional demanda uma readequação orçamentária por conta da redução de verbas e investimentos, portanto, percebe-se uma necessidade de encontrar novas possibilidades para a produção editorial, isto é, manter o reconhecimento que a Argos conquistou e enxergar alternativas que estimulem o seu desenvolvimento. Os próprios recursos tecnológicos, crescentemente acessíveis, também nos desafiam e nos fazem repensar o formato do próprio livro, uma vez que o conhecimento produzido está cada vez mais acessível e user-friendly, o que é bastante positivo em termos de socialização do saber. No entanto, requer, de certa forma, uma postura capaz de redefinir outros parâmetros para lidar com esse contexto que se apresenta. Outro aspecto que nos instiga é encontrar uma forma mais assertiva quanto à definição das obras a serem publicadas. Em outras palavras, o que pretendemos é identificar pesquisas e conhecimento produzido que possam dar conta de atender as necessidade da nossa sociedade e assim contribuir para a solução de problemas por meio do saber academicamente produzido.

2) Mesmo sendo uma editora de pequeno porte, a Argos ganhou diversos prêmios no ano passado, como o Jabuti e o Prêmio ABEU. Quais as estratégias da editora para manter o padrão de qualidade de suas publicações e ainda receber esses importantes reconhecimentos do mercado?

Os prêmios são o resultado de muitos anos de trabalho comprometido com a qualidade, a responsabilidade e a organização da Editora Argos, a qual sempre foi reconhecida e apoiada internamente pela sua importância em termos de divulgação do conhecimento produzido. A constante manutenção e ampliação da estrutura física, os investimentos para a qualificação dos recursos humanos e tecnológicos foram estratégias adotadas para conquistar esse reconhecimento que muito nos orgulha. Dessa forma, serão feitos investimentos necessários para buscar sempre o melhor em termos de qualidade de conteúdo e publicação. Manter o padrão de qualidade é uma condição sine qua non para que possamos obter mais reconhecimentos, por isso a necessidade de diálogos e parcerias internas, regionais, nacionais e internacionais com o intuito de divulgar e fortalecer cada vez mais o trabalho da Argos.

3) Por fim, como você avalia o papel da ABEU como representante dos interesses das editoras universitárias e como você vê as ações para proporcionar uma maior aproximação entre essas instituições?

Estou na coordenação da Argos Editora da Unochapecó há menos de 5 (cinco) meses, então alguns processos são bastante recentes para mim. Por outro lado, fui muito bem acolhida por todos aqueles que busquei e assim me senti apoiada e perseverante sempre que procurei a ABEU. A reunião anual da ABEU, no mês maio, na cidade de Viçosa (MG), foi minha oportunidade de conhecer outros coordenadores e diretores de editoras universitárias. Aquela será uma experiência inesquecível e bastante positiva, e acredito que todos os participantes assim sentiram-se, pois tivemos todas as informações solicitadas no decorrer do evento. Aliás, é difícil expressar em poucas palavras a importância daqueles dias de intensa troca de experiências, de informações e de compartilhar dúvidas e certezas. A ABEU nos fortalece e nos aproxima enquanto editoras universitárias, pois nos apoia e auxilia por meio de ações e iniciativas que promovem a socialização das nossas atividades relacionadas às editoras. E essa aproximação parceira que a ABEU nos oferece faz com que o compromisso com a divulgação do conhecimento produzido seja mantido e que busquemos cada vez mais qualificar e aproximar nossas ações com outras editoras universitárias.


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