Voz do Editor - Entrevista com a diretora Daniela Alves de Alves

Daniela Alves de Alves, Diretora da Editora UFV fala, entre outras coisas, sobre o Encontro Anual da ABEU que acontece em maio, em Viçosa

Em 09/03/2016 11:25

Entrevista por ABEU

Voz do Editor - Entrevista com a diretora Daniela Alves de Alves

Esta semana, a seção A Voz do Editor está especial. Conversamos com a professora Daniela Alves de Alves, Diretora da Editora UFV, que será anfitriã da XXIX Reunião Anual da ABEU. A Editora também estará completando 20 anos em 2016, tornando este acontecimento ainda mais notável. A profª Daniela possui bacharelado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1997) e mestrado (2000) e doutorado (2008) em Sociologia pela mesma universidade. Na entrevista, ela falou um pouco sobre a atuação da Editora UFV e os preparativos para a Reunião Anual que ocorrerá em Viçosa.

1. Editoras como a da UFV lançam olhares para o interior do país, provando que a produção acadêmica de qualidade não está limitada ao aos grandes centros urbanos do país. Diante disso, para você, quais seriam os principais diferenciais da Editora UFV no seu trabalho de apoio à universidade?

A Editora UFV tem como diferencial o apoio aos seus professores e pesquisadores para a produção do livro técnico científico desde a entrada da obra pela secretaria do conselho editorial até a etapa de divulgação e comercialização. Na produção temos uma equipe de revisores e diagramadores que acompanha passo a passo o livro. Em muitos casos os autores estão literalmente sentados do lado destes profissionais sanando, in loco, todas as dúvidas que apareçam. Esta é uma das vantagens de estarmos numa cidade pequena num campus único e aconchegante como este aqui da UFV. Nossa missão é acolher e divulgar todo conhecimento produzido no espaço universitário para que estudantes, profissionais, pesquisadores e usuários de ciência e tecnologia tenham acesso ao maior acervo possível de conhecimento produzido na universidade. Essa é uma importante forma de dar um retorno do nosso trabalho para a comunidade universitária e para a sociedade em geral. 

2. Este ano, Viçosa receberá o XXIX Encontro Anual da ABEU. Como você avalia essa esse tipo de iniciativa da associação, baseada no intercâmbio de experiências, e como a Editora UFV encara seu papel de anfitriã neste evento?

Entendo que o associativismo é uma excelente forma de transformar a realidade à nossa volta. A ABEU, neste sentido, desenvolve um papel político e associativo fundamental, participando ativamente dos fóruns consultivos que envolvem a política nacional do livro e da leitura. Sediar a reunião da ABEU é, para nós, uma honra. Nossa proposta de sediar o evento vem deste entusiasmo da Universidade Federal de Viçosa com a divulgação do conhecimento técnico científico produzido aqui. Neste ano a UFV completa 90 anos de história e a Editora UFV completa 20 anos. A reunião da ABEU fará parte do calendário comemorativo destes dois aniversários e nada melhor do que convidar nossos amigos e co-irmãos para a nossa festa. A reunião da diversidade de editoras associadas em 3 dias de debate e troca de ideias sobre os desafios e os rumos das editoras universitárias é fundamental para que possamos encontrar soluções conjuntas para nosso segmento. 

3. Além do Encontro da ABEU, que outras ações você acredita que podem estimular ainda mais todos aqueles ligados às editoras universitárias?

Acho que o estímulo de trabalhar em uma editora é cotidiano. Apesar do cenário de incertezas políticas e econômicas, o segmento do livro tem ainda muito espaço para crescer. Precisamos investir na formação de leitores, precisamos lutar pela melhoria da qualidade da nossa produção, pela ampliação do acesso ao livro. Muitas vozes decretaram o fim do livro com o advento e expansão do acesso à internet. Já temos indícios suficientes de que uma tecnologia de expressão e comunicação não suprime formas anteriores, elas convivem juntas e convergem. A leitura do livro não desaparecerá, apesar das novas formas de expressão e comunicação, mais curtas, mais diretas e mais simultâneas, que a internet proporciona. O livro no futuro assumirá novos formatos, novas linguagens, estará inserido em novos dispositivos, ainda assim será um livro. Nós, editores, temos que estar preparados para defender o livro como um legado de um tempo, como um patrimônio cultural ou científico, como fonte de aprendizado e de entretenimento. Isso não se faz sem trabalho, associativismo e participação política.


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