Voz do Técnico - Entrevista com a coordenadora administrativa da Editora Mackenzie, Elisama Silva

A coordenadora fala sobre o vínculo da Editora Makenzie com o Instituto Presbiteriano e os possíveis reflexos na linha editorial da Instituição

Em 06/09/2016 12:31
Atualizado em 06/09/2016 15:19

Entrevista por ABEU

Voz do Técnico - Entrevista com a coordenadora administrativa da Editora Mackenzie, Elisama Silva

A coluna “A Voz do Técnico” desta semana traz um olhar aprofundado sobre uma das associadas da ABEU. Conversamos com Elisama Fabíola Pereira da Silva, coordenadora Administrativa da Editora Mackenzie. Graduada em Comunicação Social pela Universidade Braz Cubas, ela nos fala sobre o vínculo da editora com o Instituto Presbiteriano Mackenzie, que é mantenedor da Universidade Mackenzie, e o reflexo desta relação na linha editorial da instituição, além de detalhar projetos e ações futuras para a editora.

1. Primeiramente, vamos falar de um aspecto da editora que pode sanar algumas curiosidades: pelo fato de a Mackenzie ser uma instituição presbiteriana, até ponto este aspecto religioso se faz presente ou influi na linha editorial da editora?

A Editora Mackenzie é primordialmente uma editora universitária, com publicação de livros acadêmicos, oriundos de pesquisas e estudos científicos de diversas áreas do conhecimento. O fato de ser o braço editorial da Universidade Presbiteriana Mackenzie, cujo mantenedor é o Instituto Presbiteriano Mackenzie, apenas reforça o compromisso que a Editora deve ter com publicações de qualidade, uma vez que a Universidade está entre as 10 melhores instituições do país do setor de Educação e Ensino Superior, de acordo com pesquisa do jornal Valor Econômico realizada em agosto de 2015, e pelo quarto ano consecutivo lidera o ranking das melhores instituições não públicas do Estado de São Paulo, segundo o RUF 2015 (Ranking Universitário Folha) de 2015.

O rigor acadêmico das publicações da Editora Mackenzie está presente em todas as suas produções, inclusive na Coleção Fundamentos Cristãos, cujo objetivo é a publicação de obras compromissadas com a cosmovisão cristã reformada sem abrir mão do academicismo próprio à universidade.

2. Muitas das editoras associadas à ABEU pertencem a universidades públicas, uma vez que tradicionalmente o Ensino Superior brasileiro é dominado por instituições com este perfil. Que diferenças você vê nas ações, estratégias e publicações de uma editora pertencente a uma instituição privada, como a Mackenzie? Você acredita que há, de fato, distinções entre editoras de universidades públicas e privadas?

No referente às normas de publicação e estratégias gerais de marketing e comercialização, não vejo diferenças significativas entre as universidades públicas associadas à ABEU e as privadas. O fato de estarem em uma mesma entidade de classe, por sinal, é reflexo de que partilham de critérios similares de captação e avaliação de originais, e até mesmo de divulgação. Entendo que as associadas, públicas ou privadas, buscam um objetivo comum, que é publicar produções intelectuais de qualidade. Naturalmente, as editoras universitárias capazes de fazê-lo são as editoras cujas universidades contam com um corpo docente altamente qualificado. Nesse quesito, podemos nos orgulhar, pois temos docentes com produção científica reconhecida nacional e internacionalmente.

3. Por fim, quais os principais projetos e ações futuras da Editora Mackenzie?

No aspecto editorial, temos trabalhado no desenvolvimento de coleções. Na Bienal Internacional do Livro de São Paulo deste ano, por exemplo, lançamos duas novas coleções: Direito e Letras. Com estas, somamos seis coleções até o momento. No aspecto de divulgação, temos procurado participar na maioria dos eventos da ABEU e de eventos literários em geral e, no aspecto comercial, ampliamos nossa distribuição e vendas com a atuação de parceiros especializados na distribuição de livros em âmbito nacional.


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